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Cultivo do milho: plantio, manejo e colheita

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Texto original: equipe ManejeBem. Série de três partes reunida em um artigo.

Cultivo do milho: veja as etapas de escolha de cultivares, plantio, manejo e colheita reunidas a partir da série original da ManejeBem.

Etapas do cultivo do milho

1) Aspectos gerais

O milho, que possui o nome científico de Zea Mays L. é uma das plantas mais importantes para a alimentação humana e de animais de criação, como galinha, porco e gado;

Possui grande importância na agricultura de subsistência para pequenos agricultores;

Possui um ciclo rápido de produção, sendo matéria prima para a produção de fubá, óleo, bolos, consumo in natura, produção de silagem, entre outros;

Curiosidade: O milho foi espalhado para diversas partes do planeta por portugueses e espanhóis;

A planta é uma gramínea anual;

Apresenta elevada adaptabilidade e uma variedade de cultivares;

Apresenta elevada produtividade média, mas em alguns locais a produção é muito baixa, e o acesso à informação e técnicas corretas pode reverter esse cenário atual;

A cultura produz duas safras em um mesmo ano agrícola: a safra de verão e a safra de inverno;

A prática de rotação de cultura do milho com uma leguminosa pode reduzir em até 50% a necessidade de adubação nitrogenada;

A deficiência de nitrogênio é uma das principais causas de subdesenvolvimento na lavoura;

A temperatura é um dos principais fatores para a velocidade do desenvolvimento da planta;

No Brasil o tempo do plantio até a colheita geralmente varia de 110 à 180 dias.

2) Milho orgânico

É comum encontrarmos artigos que dizem que a produtividade em sistemas orgânicos é menor, mas é importante frisar que variedades transgênicas dependem de fertilizantes minerais industriais, o que aumenta o custo de produção;

É possível obter uma boa produção com sementes de milho orgânico em sistema com qualidade do solo adequada, ou seja, é necessário trabalhar o solo de forma orgânica;

O milho produzido de forma orgânico é muito importante para a produção orgânica de animais;

Não pode haver nenhum tipo de contaminação por milho transgênico;

O risco de contaminação existe desde o plantio até o transporte final;

Para evitar a contaminação durante o plantio:

Fazer o isolamento físico do plantio: a lavoura de milho crioulo ou orgânico deve estar há 500 – 800 metros de distância de uma lavoura convencional;

Ou fazer o isolamento de tempo: a lavoura orgânica ou crioula deve possuir de 30 a 40 dias de diferença de tempo em relação à lavouras convencionais que estejam à menos de 500-800 metros de distância.

A Embrapa desenvolveu uma cultivar orgânica chamada Embrapa BRS Caimbé que merece ser destacada por apresentar elevada produtividade e boa adaptação, são suas características:

Adaptada a maioria das regiões do país;

Ciclo precoce;

Desenvolvido para atender a agricultura familiar;

Apresenta elevada produtividade;

Comercializada pela fazenda Grãos Orgânicos LTDA.

Caso não exista a possibilidade de aquisição de sementes orgânicas, se aprovado pela OCS (organismos de controle social) ou OAC (organismos de avaliação da conformidade orgânica), pode-se adquirir milhos não-transgênicos;

Existem cerca de 200 variedades de milhos que não são transgênicos, como por exemplo:

BR 473

BRS 4103

BRS 4104

BR101

Al Bandeirante

Al Bianco

Cati Verde 02

Al Avare

Al Piratininga

Sol da manhã

O controle de pragas e doenças é facilitado quanto a plantação ocorre próximo a áreas de mata nativa, ou em sistemas consorciados com plantas chave;

O controle biológico da lagarta do cartucho é realizado pela presença de vespinhas pequenas chamadas trichogramma, que podem estar naturalmente na plantação, ou podem ser compradas;

Controle das plantas espontâneas: devem ser mantidas abaixo do nível de dano econômico;

Técnica para conservação das sementes orgânicas:

Misturar sementes com terra de diatomáceas (a base de algas fossilizadas), na proporção de 1kg/tonelada de grão;

Armazenamento em câmara fria;

3) Sementes crioulas

São as sementes regionais passadas de geração em geração;

São uma alternativa ao uso de sementes orgânicas comerciais;

As variedades crioulas são adaptadas às regiões específica, considerando o clima, solo e hábitos culturais;

Essas variedades foram melhoradas geneticamente ao longo dos anos pela própria comunidade, mas não sofreram o melhoramento genético intensivo industrial;

Existem muitas cultivares de milho crioulo diferentes;

Apresentam grande variabilidade no formato e cor da espiga, altura da planta, textura da palha;

Para reduzir variabilidade: Seleção massal:

Escolher as espigas com as características desejadas das plantas também com as características desejadas (ciclo, altura, nível de formação de raízes adventícias, etc);

Separar no mínimo 200 espigas de cada cultivar, que serão semeadas na próxima safra;

Assim, ocorre a melhoria contínua da produção.

4) Exigências Climáticas e Época de Plantio

É importante notar que diferentes variedades possuem diferentes respostas para as condições climáticas;

Variedades crioulas adaptadas ao clima e solo local possuem suas próprias condições ideais;

Para locais mais elevados, como a região central do Brasil, a altitude é um fator importante. A faixa ótima nessa região costuma ser entre 700 a 1.100 metros de altitude: maior índice de chuva e temperaturas noturnas abaixo de 24°C;

O ciclo de cada cultivar é determinado pela quantidade de energia solar que ela precisa para emergir e florescer, chamada de Exigência Térmica (soma das unidades calóricas da emergência ao florescimento):

Cultivares de ciclo normal: Exigência Térmica (890 a 1.200 unidades calóricas), com florescimento masculino após 70 dias da emergência;

Cultivares de ciclo precoce: Exigência Térmica (831 a 889 unidades calóricas), com florescimento masculino após 65 dias da emergência;

Cultivares de ciclo normal: Exigência Térmica (780 a 830 unidades calóricas), com florescimento masculino após pelo menos 60 dias da emergência.

Os pontos tratados abaixo são para a maioria dos cultivares;

Semeadura ocorre entre outubro e março, sendo ideal no início do período das chuvas;

Evitar a semeadura quanto a média das temperaturas for abaixo de 10°C;

Principais fatores: Disponibilidade de água e temperatura;

Faixa ótima de temperatura: entre 25°C e 30°C;

Temperaturas noturnas acima de 24°C são prejudiciais ao metabolismo da planta;

Temperaturas acima de 32°C no estádio de 12-14 folhas: podem reduzir a produção;

Temperaturas durante o dia abaixo de 19°C: pode reduzir a produção;

Uma boa diferença entre a temperatura do dia e da noite: super importante para aumento de produtividade;

É sempre muito importante seguir a recomendação técnica, ou no caso de variedades locais, seguir o conhecimento tradicional sobre o espaçamento e adensamento correto do plantio. Se o plantio for muito adensado, a produtividade fica prejudicada.

4.1) Condições hídricas (de chuva)

A cultura do milho consome de 500 a 800 mm de água durante o seu ciclo;

A distribuição de chuvas é o principal fator de produção em Minas Gerais;

Estratégias para regiões e tempos de longa estiagem:

Sempre observar o Zoneamento Agroclimático, publicado todo ano no Diário Oficial da União, onde para o governo nos indica o melhor momento para plantio;

Utilizar o plantio direto na palha, fazendo o revolvimento mínimo do solo (plantio direto);

Ao semear a cultura, ter certeza que o solo está com temperatura e umidade adequados;

Utilizar o adensamento indicado para o cultivar utilizado;

Separa o terreno em glebas e em cada uma realizar o plantio em tempos diferentes, dessa forma, reduzimos as perdas se acontecer uma estiagem;

Uma outra alternativa é semear cultivares com diferentes tempos de desenvolvimento;

Irrigar nos períodos mais críticos.

Referências

Como Produzir Milho Orgânico – Ci Orgânicos.

500 perguntas e respostas: Milho – Embrapa

Boas práticas agrícolas: Milho – Embrapa

JUNIOR TRAZILBO JOSÉ DE PAULA, VENZON MADELAINE Milho (Zea Mays L.) [Seção do Livro] // 101 culturas: manual de tecnologias agrícolas – Belo Horizonte: EPAMIG, 2019.

5.) Cultivares

5.1) Milhos híbridos

Podem ser Intervarietal, simples, duplo e triplo;> São mais utilizados para cultivos maiores, com amplo poder produtivo, desde que aplicado o pacote tecnológico;

5.2) Variedades:

Geralmente apresentam o potencial produtivo menor que os híbridos, sendo mais rústicos e com maior adaptabilidade;> Sementes transgênicas: amplamente utilizada em extensas monoculturas, trazem alteração no gene da semente para resistência à pragas e produtividade;> No caso de cultivo de sementes transgênica, é fundamental a implementação da área de refúgio;> Sementes transgênicas não são aceitas em sistemas orgânicos de produção.

6) Plantio:

O milho possui baixo mecanismo de compensação, ou seja, havendo falhas no plantio, perde-se consideravelmente a produtividade;> Densidade de plantio 1ª safra: 60.000 plantas/ha;> Densidade de plantio 2ª safra: 55.000 plantas/ha;> Espaçamento mais empregado: de 0,9 a 0,45 m entre linhas de plantio e 54 e 27 plantas/10 m linear.

6.1) Melhor época de plantio:

Nordeste: concentra-se no final de novembro e dezembro;> Norte: final de dezembro e janeiro;> Sudeste: outubro e novembro;> Centro-Oeste: outubro e novembro;> Sul: agosto e setembro.

7) Densidade

Para manter a densidade adequada: – Definir número de plantas que teremos no final; – Utilizar sementes de qualidade; – Realizar o manejo adequado do plantio; – Utilizar a cultivar adequada; – Reconhecendo-se a disponibilidade hídrica da região e a fertilidade natural ou adquirida do solo;> Vantagens para cultivos mais adensados, (até 0,45m entre linhas): pode ser mais produtivo, apresenta uso otimizado de adubos e água, redução de plantas espontâneas;> Desvantagens Para cultivos mais adensados, (até 0,45m entre linhas): aumento da quantidade de insumos, potencial aparecimento de doenças e pragas ( para evitar isso, utilizar cultivares resistentes e que possuem a arquitetura das folhas de uma forma adequada).

8) Técnica sustentáveis

8.1) Plantio consorciado

Aumentam a produtividade e sustentabilidade da área;> Podem gerar aumento da produtividade e redução de custos com insumos, quando bem planejados e executados;> Comum na agricultura familiar: milho com feijão, abóbora e mandioca;> O feijão é uma excelente planta para se utilizar em consórcio com o milho;> Consórcio com adubos verdes: excelente estratégia para aumentar a fertilidade do solo (matéria orgânica e nutrientes), reduzir o aparecimento de plantas espontâneas, de doenças e pragas;> Atenção: Mucuna-preta é um adubo verde que possui efeito negativo sobre braquiárias, possuindo um grande potencial para ser utilizado;> Em sistemas agroflorestais, mais culturas são consorciadas;> Na hora de planejar o consórcio, sempre levar em conta que o milho é exigente em luz direta;

Exemplo de sistema consorciado:

Espaçamento entrelinhas: 0,5m;

2 linhas de milho;

1 linha de mandioca;

5 linhas de feijão (2 safras por ano agrícola);

Rotacionar com plantas adubadeiras, que serão utilizadas para fazer a cobertura do solo.

8.2) Rotação de cultura:

Traz diversos benefícios para o sistema:

Redução do uso fertilizantes; – Redução ou eliminação do uso de agrotóxicos; – Redução da erosão do solo; – Melhora a estrutura do solo; – Aumento da matéria orgânica; – Controle e combate de doenças, insetos prejudiciais, e plantas invasoras.

Cultivos orgânicos e agroecológicos utilizam adubos verdes com elevada capacidade de cobertura de solo para rotação de cultura;> Plantas anteriores à safra de verão do milho: Ervilhaca (peluda e forrageira), triticale, aveia (branca e preta), trigo, tremoço, sorgo nabo forrageiro;> Plantas anteriores à safra de inverno do milho: Feijão-de-poroco, girassol, guandu, crotalárias, mucuna, milheto, labe labe, sorgo, soja;> Em cultivos convencionais, a rotação de cultura é realizada com trigo, soja e pastagem.

8.3) Sistema de Plantio Direto

É quando o plantio é realizado sobre a palhada ou restos orgânicos da cultura anterior;> O Sistema de Plantio Direto é reconhecido como uma técnica moderna de grande importância para a sustentabilidade de cultivos em solos tropicais;> Possui três princípios, que são: o revolvimento mínimo do solo, cobertura permanente do solo (com a palhada) e a rotação de cultura;> O plantio direto favorece a qualidade física, química e biológica do solo: acumulo de matéria orgânica, menores temperaturas, maior umidade, redução da erosão, redução da compactação e maior infiltração de água no solo.> Sistema Santa Fé:

Exemplo de sistema que permite a produção de palhada para uso no Sistema Plantio Direto.

O sistema santa fé é quando na safrinha realiza-se o consórcio da(s) cultura(s) principal (is) com o plantio de uma forrageira, por exemplo a Brachiaria, que servirá de palhada para a próxima safra.

9) Adubação e Calagem

Realize a calagem e adubação de acordo com a análise de solo e a orientação de profissional habilitado;> Para análise do solo, realizar coleta superficial (20cm de profundidade);> Calagem: o calcário deve ser distribuído homogeneamente sobre a área de 3 a 2 meses antes do plantio;> Para que o calcário fique retido no solo é necessário haver umidade no solo;> Enxofre: Para a aplicação de ureia (sistema não orgânico), realizar a incorporação em 5cm de profundidade, em solo úmido, nos horários menos quentes do dia;> O zinco é um micronutriente de grande importância para a cultura do milho, assim sua incorporação é necessária quando está em baixos níveis no solo.

Referências

Como Produzir Milho Orgânico – Ci Orgânicos.

500 perguntas e respostas: Milho – Embrapa

Boas práticas agrícolas: Milho – Embrapa

JUNIOR TRAZILBO JOSÉ DE PAULA, VENZON MADELAINE Milho (Zea Mays L.) [Seção do Livro] // 101 culturas: manual de tecnologias agrícolas – Belo Horizonte: EPAMIG, 2019.

Sistema Santa Fé – Embrapa

10) Capina

A capina é realizada de forma manual, contudo podem ser utilizadas máquinas para tal;

A capina é importante para reduzir o ataque de pragas e também para economizar no uso de adubos;

A utilização de cobertura morta de solo em sistema de plantio direto pode reduzir consideravelmente o aparecimento de ervas daninhas;

É muito importante não causar nenhum tipo de machucado (dano físico) às plantas no momento da capina da amontoa;

O milho é mais afetado pelas plantas espontâneas nas primeiras semanas após a sua emergência, portanto é fundamental realizar a capina nos seguintes momentos:

Primeira capina e coroamento: Realizar entre 20 e 25 dias após seu plantio. Realizar a amontoa no mesmo dia;

Segunda capina: Realizar entre 40 e 50 dias após seu plantio, geralmente as plantas estão com 50cm de altura. Realizar a amontoa no mesmo dia;

A amontoa é a técnica onde retira-se terra da entrelinha para colocar no pé dos milhos. O ideal é realizar a amontoa de 5cm de altura, ajudando a planta a se firmar mais no solo;

Utilize as plantas espontâneas retiradas para forragem animal ou compostagem.

11) Principais pragas e medidas de controle

A) Afídeos

São insetos bem pequenos e sugadores, que geram uma mela nas folhas. Além de tirar a vitalidade da planta, podem servir de porta de entrada para doenças;

Prevenção e controle:

1) Utilize calda natural de sabão neutro e óleo mineral para controlar a praga;

2) Plante culturas variadas nas entrelinhas ou arredor do cultivo para que ocorra um controle natural desses insetos;

3) Controle plantas daninhas.

B) Cupins

São insetos que causam a murcha e até o tombamento, tanto de plantas jovens quanto de plantas mais desenvolvidas;

Sinais de sua presença são túneis e galerias de cupins próximo às raízes;

Raízes e caules podem apresentar danos visíveis;

Prevenção e controle:

1) Invista tempo para melhorar a qualidade do seu solo, com a adubação correta de acordo com a análise de solo.

2) Mantenha um bom níveis de matéria orgânica, pratique rotação de cultura;

3) Destrua os cupinzeiros;

4) Destrua plantas afetadas.

C) Lagarta-rosca (Agrotis ipsilon)

Lagarta de cor marrom-acinzentada que se enrola quando tocada. Mais ativa à noite, corta folha novas rente ao solo, faz perfurações no colo e causa o coração morto (morte de folhas centrais);

Prevenção e controle:

1) Tratamento de sementes e eliminação de daninhas que são o abrigo de suas larvas (caruru e língua-de-vaca);

D) Lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda)

A lagarta possui três listras no dorso de cor branco-amareladas e apresenta cerdas pretas ao longo do corpo;

A lagarta raspa a folha e em seguida penetra e destrói o cartucho, causando sérias perdas na lavoura;

O ataque geralmente ocorre em plantas com duas a oito folhas, geralmente na quarta folha;

Prevenção e controle:

1) Realizar o controle com o agente biológico Baculovirus spodoptera;

2) Preservar tesourinhas e bichos lixeiros em sua plantação, pois eles são inimigos naturais dessa lagarta e outras pragas.

E) Cigarrinha-do-milho

A cigarrinha adulta possui entre 3 e 4 mm, com coloração verde-clara, com duas marchas na cabeça e duas fileiras de espinhos. Suas ninfas são amarelas;

Pode transmitir doenças, como o vírus-do-raio fino e enfezamentos;

Causa a mudança na cor das folhas para avermelhada e amarelada, ao sugar a seiva da planta. Causa a murcha e a morte das folhas.

Prevenção e controle:

1) Utilizar cultivares resistentes;

2) Fazer a capina de plantas daninhas;

3) Fazer rotação de cultura; tratar sementes;

4) Realizar o plantio antecipado.

F) Lagarta-da-espiga (Helicoverpa zea)

Lagarta com cor marrom, verde ou branco sujo, possui listras longitudinais escuras ao longo do corpo;

Pode causar danos na ponta da espiga, destruir o cabelo do milho, e atrapalhar a granação.

Prevenção e controle:

1) Manter a lavoura com diversidade de plantas;

2) Liberação de Trichogramma pretiosum, que é um inseto agente de controle biológico.

G) Outras pragas de importância são:

Larva-alfinete (Diabrotica speciosa)

Lagarta-elasmo (Elasmopalpus lignosellus)

Mosca da espiga (Euxesta sp.)

Percevejo-barriga-verde (Dichelops furcatus)

Traça-dos-cereais (Sitotroga cerealella)

Gorgulho-do-arroz (Sitophilus zeamais)

12) Principais doenças e medidas de controle

12.1) As principais medidas de controle para as doenças em milho são:

Utilizar cultivares resistentes

Tratamento das sementes;

Retirada das daninhas;

Espaçamento adequado;

Rotação de cultura.

12.2) Em áreas com histórico de doenças fúngicas, utilize técnicas para a rápida emergência das plântulas:

Semente de boa qualidade;

Plantar em períodos de alta temperatura;

Profundidade da semeadura: máximo 3 cm;

Adequado teor de água no solo;

Solo com boa drenagem;

Solo corrigido e adubado de acordo com a análise de solo e orientação profissional;

Elevado teor de matéria orgânica.

A) Antracnose-do-colmo (Colletotrichum graminicola)

Geral lesões na forma de estrias escuras, dispostas longitudinalmente nas bainhas das folhas e nos colmos. Gera folhas basais amareladas e murcha das apicais;

O patógeno sobrevive a restos de cultura, por isso deve-se eliminar os restos culturais em caso de ataques da doença;

A doença se desenvolve mais em locais com momentos longos de tempo nublado e temperatura moderada e também em períodos secos antes do aparecimento das flores;

Prevenção e controle:

1) Rotação de cultura;

2) Tratamento de sementes;

3) Cultivares resistentes;

4) Aração e gradagem.

B) Enfezamento-pálido (Spiroplasma kunkelii) e Enfezamento-vermelho (fitoplasma)

Enfezamento-pálido: São bactérias que causam prejuízos na produção de grãos (ficam pequenos e chocos), gerando folhas com faixas brancas na sua base e redução do tamanho dos internódios;

Enfezamento-vermelho: Os ápices e margens das folhas ficam pálidas e em seguida avermelhadas, os grãos ficam pequenos, há a geração de espigas múltiplas.

Para as duas doenças:

É transmitida por cigarrinhas;

A doença se desenvolve melhor em ambiente com temperatura média ao longo do dia de 31° e a noite de 25°C.

C) Ferrugem-comum (Puccinia sorghi)

É uma doença que se apresenta inicialmente em folhas basais, apresentando manchas alongadas de cor marrom-claro que podem se romper formando uma fenda;

Gera seca antecipada das folhas;

Também causa sera redução do tamanho dos grãos;

A doença permanece em restos culturais e também em trevo silvestre (Oxalis sp.);

Disseminada pelo vento;

A doença se desenvolve melhor em ambientes com temperaturas baixas (16-23°C) e alta umidade;

Prevenção e controle:

Rotação de cultura;

Eliminar plantas de trevo;

Utilizar cultivares resistentes;

Evitar excesso de adubação nitrogenada.

D) Outras doenças importantes:

Ferrugem-branca (Physopella zeae);

Ferrugem-polissora (Puccinia sorghi);

Helmintosporiose comum (Exserohilum turcicum = Helminthosporium turcicum);

Mancha-de-cercospora (Cercospora zeae-maydis);

Pinta-branca (Phaeosphaeria maydis);

Podridão-branca-da-espiga (Diplodia maydis);

Podridão-da-espiga (Fusarium moniliforme).

Referências

500 perguntas e respostas: Milho – Embrapa

JUNIOR TRAZILBO JOSÉ DE PAULA, VENZON MADELAINE Milho (Zea Mays L.). 101 culturas: manual de tecnologias agrícolas – Belo Horizonte: EPAMIG, 2019.

Fontes e leitura complementar

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Equipe ManejeBem

Agricultura familiar - Assistência técnica rural - Tecnologia para o campo

A Equipe ManejeBem é a assinatura institucional de conteúdos sobre produção agrícola, manejo, sustentabilidade e agricultura familiar. A empresa desenvolve soluções digitais para apoiar o trabalho de equipes de campo, acompanhar produtores e medir os resultados da assistência técnica rural.

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