O mofo-branco, também chamado de podridão de esclerotínia, exige atenção ao histórico da área e às condições do cultivo. A ManejeBem apresenta os sinais de Sclerotinia sclerotiorum e como avaliar o controle biológico dentro de um programa de manejo.
Mofo-branco e podridão de esclerotínia: controle biológico
Como reconhecer a doença
A doença pode causar murcha e morte de tecidos. Em condições úmidas, aparecem estruturas brancas semelhantes a algodão sobre as partes afetadas. Outro sinal importante são os escleródios: pequenas estruturas escuras e resistentes, presentes sobre os tecidos ou dentro das hastes. A observação desses sinais ajuda na investigação, mas a identificação deve considerar a cultura e outras causas de podridão.
Por que o problema pode voltar
Os escleródios permitem que o fungo permaneça no solo e nos restos vegetais por vários anos. Por isso, observar apenas as folhas durante uma aplicação não revela todo o risco da área. Registre os pontos com plantas doentes, evite transportar material contaminado entre talhões e planeje o manejo da umidade e dos resíduos com orientação técnica.
Onde entra o controle biológico
O acervo histórico cita Trichoderma harzianum, associado a Trichodermil, e Bacillus subtilis, associado a Serenade. Pesquisas brasileiras avaliaram isolados de Trichoderma contra o mofo-branco em feijão e soja. Esses resultados dependem do isolado e das condições do ensaio; a menção a uma espécie não torna todos os produtos equivalentes.
Como organizar a decisão no campo
O controle biológico deve ser planejado junto com medidas que reduzam a permanência de umidade e a disseminação do patógeno. Antes de escolher um produto, confirme o alvo e as condições de uso na bula vigente. A anotação da área tratada, do momento de aplicação e da evolução dos focos permite avaliar o programa e corrigir a estratégia na próxima safra.
Para entender o agente citado no acervo, leia Bacillus subtilis na agricultura.



