Compilação de fichas históricas da ManejeBem publicadas em 2017 sobre doenças das cucurbitáceas. Os sinais descritos abaixo ajudam a organizar a observação no campo; a identificação da doença precisa considerar a cultura e as condições locais.
Doenças das cucurbitáceas e sinais observados
Crestamento-gomoso
Agente informado na ficha original: Stagonosporopsis cucurbitacearum; Sinônimo: Didymella bryoniae
Tipo de sintoma: Podridão
Em mudas, o fungo provoca necrose na região da base da planta e seu tombamento. Ramos afetados apresentam-se encharcados, com a liberação de uma espécie de goma com coloração parda, e apresentando numerosos pontuações negras. Os sintomas nas folhas são manchas pardas, circulares com vários pontos negros. Lesões nos frutos são pouco frequentes. Quando ocorrem, são necróticas, circulares e com uma goma sobre as lesões.
Crédito da ficha original: Fitocon – Consultoria Fitossanitária.
Fonte institucional indicada na ficha
Mofo cinzento
Agente informado na ficha original: Botrytis cinerea
Tipo de sintoma: Mofo, Podridão
Sintomas são observados normalmente nas folhas mais velhas, que apresentam lesões na cor marrom nas margens e também no ápice. As lesões causam necrose, atingindo a lâmina foliar e o pecíolo. As lesões podem ser recobertas de uma massa cinzenta (mofo). Isso ocorre em condições de pouca incidência do sol e alta umidade. Nas flores, as pétalas apresentam lesões necróticas, na cor marrom, cobertas pelo mofo cinzento.
Crédito da ficha original: Juliane M. Lemos Blainski.
Podridão das raízes e do colo – Phytophthora
Agente informado na ficha original: Phytophthora capsici
Tipo de sintoma: Podridão
A doença pode afetar o vegetal em todas as fases do desenvolvimento. Na fase de pós-germinação das sementes, por exemplo, ocorre o tombamento das plântulas. Além da folhas, raízes e hastes, a doença pode provocar a podridão dos frutos, tanto antes como depois da colheita.
Crédito da ficha original: Caroline Luiz Pimenta.
Sarna
Agente informado na ficha original: Cladosporium cucumerinum
Tipo de sintoma: Sarna
As manchas nas folhas, inicialmente, aparecem na forma de pequenos pontos encharcados. Com o desenvolvimento da doença, tornam-se necróticas, com um formato irregular e cobertas com estruturas do fungo de coloração verde-oliva. Folhas muito atacadas podem apresentar deformações.
Nos pecíolos e caules, os sintomas são muito semelhantes aos observados nas folhas. Contudo, em situações favoráveis para o desenvolvimento da doença, os tecidos mais jovens podem secar completamente e serem destruídos. Nos frutos, pode ser observado manchas deprimidas e com bordos irregulares. Sobre estas manchas, observa-se a formação de uma espécie de sarna ou verruga. Esta sarna, nada mais é do que a formação de súber, ou seja, de uma cortiça, junto às estruturas do fungo.
Crédito da ficha original: Caroline Luiz Pimenta.
Mofo-branco
Agente informado na ficha original: Sclerotinia sclerotiorum
Tipo de sintoma: Mofo, Podridão
Os principais sintomas incluem podridão de frutos e caule, amarelecimento e seca das folhas. Nas partes infectadas, fruto, caule ou folhas, aparece um mofo branco que lembra algodão. Com o passar do tempo, sobre o mofo, surgem pequenos “grãos” negros, que variam de tamanho. Estes “grãos” também podem ser encontrados sobre o solo e podem garantir a sobrevivência do fungo por um longo intervalo de tempo.
Crédito da ficha original: Caroline Luiz Pimenta.
Oídio
Agente informado na ficha original: Sphaerotheca fuliginea
Tipo de sintoma: Mancha, Mofo
O oídio é uma doença fúngica que provoca manchas pulverulentas sobre as folhas, ou seja, provoca uma espécie de mofo na cor branca. Com o desenvolvimento da doença, as folhas atacadas murcham, enrolam-se em direção à nervura central, secam e caem.
Crédito da ficha original: Caroline Luiz Pimenta.
Míldio
Agente informado na ficha original: Pseudoperonospora cubensis
Tipo de sintoma: Mancha
Os primeiros sintomas podem ser observados na forma de pequenas manchas amareladas sobre a area foliar verde. Com o desenvolvimento da doença, pode-se verificar o crescimento de um mofo branco na parte de baixo das folhas e a expansão, amarelecimento e necrose das lesões. As plantas e folhas mais velhas são as primeiras a apresentarem os sintomas da doença. Estas, por sua vez, acabam servindo como fonte de contaminação para as mais jovens.
Crédito da ficha original: Fitocon Consultoria Fitossanitária.
Fonte institucional indicada na ficha
Mancha-angular
Agente informado na ficha original: Pseudomonas syringaepv. lachrymans
Tipo de sintoma: Mancha
Os principais sintomas da doença são manchas angulares sobre o limbo foliar. Inicialmente, os sintomas aparecem como pontos amarelos e encharcados. Com o desenvolvimento da doença, as lesões adquirem um formato angular, ficam com uma coloração marrom, com halo amarelo e um pus bacteriano na face inferior. Nas fases mais avançadas da doença, as manchas ficam necrosadas, com uma cor cinza ou parda. As lesões podem desenvolver-se de maneira a atingir uma extensa área foliar. Além disso, o tecido necrosado pode romper-se e formar furos sobre as folhas.
Nos frutos e suas sementes, inicialmente ocorrem pequenas manchas encharcadas. Com o desenvolvimento da doença, estas lesões tornam-se necróticas. Em estágios avançados da doença é comum observar-se o desenvolvimento de podridão mole causada por outras bactérias. Manchas encharcadas e necróticas, também são observadas no caule atacados pela bactéria.
Crédito da ficha original: Fitocon – Consultoria Fitossanitária.
Antracnose
Agente informado na ficha original: Colletotrichum orbiculare
Tipo de sintoma: Mancha, Crestamento, Podridão
Nas folhas os sintomas iniciam-se com pequenos pontos encharcados, seguido de necrose. As manchas resultantes são de formato irregular e com uma coloração parda, podendo ou não apresentar um halo amarelado. Nas folhas mais velhas as manchas podem se juntar umas às outras. Desta forma, surgem extensas lesões necrosadas.
Nas hastes, caule e pecíolo podem-se observar lesões alongadas, deprimidas e com uma coloração que varia de cinza a marrom. Em condições ambientais favoráveis verifica-se o crescimento de uma massa viscosa de cor rosa.
Nos frutos, as lesões aparecem com um formato circular e deprimida. No caso das abóboras, sobre as lesões podem aparecer uma massa branca que, geralmente, possuem estruturas do fungo com coloração preta.
Crédito da ficha original: Fitocon – Consultoria Fitossanitária.
Podridão das raízes e do colo
Agente informado na ficha original: Fusarium spp.
Tipo de sintoma: Podridão, Murcha
O fungo pode afetar as plantas em qualquer estádio de desenvolvimento. Em plântulas observa-se murcha, podendo ou não haver tombamento, folhas amarelecem e secam, as raízes e a região do colo apresentam-se necrosadas. As plantas maiores podem perder o vigor, paralisar o crescimento, murchar e secar. Provoca apodrecimento, principalmente podridão da raiz. Às vezes, a planta pode emitir novas raízes acima da região necrosada e consegue recuperar-se.
No caso da murcha de Fusarium observa-se ainda a presença de estrias avermelhadas no feixe vascular da raiz e do colo da planta (quando cortado longitudinalmente), indicando a colonização do fungo.
Crédito da ficha original: Fitocon – Consultoria Fitossanitária.
Fonte institucional indicada na ficha
Mancha-de-Alternaria
Agente informado na ficha original: Alternaria cucumerina
Tipo de sintoma: Mancha
Os sintomas iniciais aparecem como pequenas manchas amareladas e encharcadas. Com o desenvolvimento da doença, as manchas passam a ficar com uma coloração marrom e necrosadas. Se observarmos as manchas de perto, é possível perceber a formação de pequenos anéis um dentro do outro. Além disso, ao redor destes “anéis” pode-se verificar a formação de um halo amarelado.
Nos casos mais severos, a mancha necrosada pode cair e, desta forma, a planta pode apresentar perfurações por toda a área foliar. Na parte inferior das folhas do tecido necrosado ocorre intensa esporulação do fungo. Isto significa que, na parte de trás das manchas pode-se observar o crescimento do microrganismo. No estágio final da doença, as folhas podem ficar completamente necrosadas e cair.
Crédito da ficha original: Caroline Luiz Pimenta.
Nematóide-das-galhas
Agente informado na ficha original: Meloidogyne spp.
Tipo de sintoma: Galhas
As plantas afetadas apresentam crescimento irregular e os sintomas se manifestam em reboleira. As plantas infectadas murcham facilmente, respondem mal à adubação e crescem lentamente. Além disso, a planta infectada pode apresentar folhas amareladas, raízes pouco desenvolvidas e a presença de muitas raízes laterais e galhas.
Crédito da ficha original: Juliane M. Lemos Blainski.
Fonte institucional indicada na ficha
Vírus do mosaico
Agente informado na ficha original: zucchini yellow mosaic virus, watermelon mosaic virus, papaya ringspot virus
Tipo de sintoma: Mosaico
As folhas apresentam manchas amareladas entre as partes sadias da planta, lembrando o formato de um mosaico. Além disso, ficam retorcidas, enrugadas e com tamanho reduzido. Os frutos apresentam sintomas semelhantes, ou seja, com deformações, manchas amareladas, tamanho reduzido e presença de verrugas.
Crédito da ficha original: Caroline Luiz Pimenta.
Podridão mole
Agente informado na ficha original: Erwinia tracheiphila (Pectobacterium carotovorum)
Tipo de sintoma: Podridão
A parte da planta atacada (fruto, caule ou folhas) torna-se de aspecto mole e apresenta secreção de líquido com odor fétido. O órgão afetado apodrece rapidamente.
Crédito da ficha original: Fitocon – Consultoria Fitossanitária.
Fonte institucional indicada na ficha
Vírus da mancha anelar
Agente informado na ficha original: Papaya ringspot virus – type watermelon – PRSV-W
Tipo de sintoma: Mancha
A mancha anelar do mamoeiro estirpe melancia é a principal virose das cucurbitaceae (Abobrinha, melancia, abóbora, etc.). Os sintomas iniciais da doença podem ser observados nas folhas mais novas da planta, ocorrendo amarelecimento entre as nervuras. Com o desenvolvimento da doença, as manchas claras ficam evidentes e surgem sintomas de mosaico, bolhosidade e uma intensa deformação das folhas.
Plantas muito atacadas ficam com o desenvolvimento e crescimento comprometido. A produção e a qualidade dos frutos também são afetadas, pois os mesmos podem apresentar malformação, bolhosidades e mudança de coloração.
Crédito da ficha original: Caroline Luiz Pimenta.



