Compilação de fichas históricas da ManejeBem publicadas em 2017 sobre doenças do tomate. Os sinais descritos abaixo ajudam a organizar a observação no campo; a identificação da doença precisa considerar a cultura e as condições locais.
Doenças do tomate e sinais observados
Mancha-de-Alternaria
Agente informado na ficha original: Alternaria solani
Tipo de sintoma: Mancha e Cancro
Pode afetar toda a parte aérea do tomateiro, a partir das folhas mais velhas e próximas ao solo. Na folha, a doença caracteriza-se pela presença de manchas grandes, escuras, circulares, com anéis concêntricos. O ataque severo provoca desfolha acentuada e expõe o fruto à queima de sol. Também é comum o aparecimento de cancro no colo, nas hastes e nos frutos.
Crédito da ficha original: Fitocon.
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Mancha-olho-de-perdiz
Agente informado na ficha original: Clavibacter michiganensis subsp. michiganensis
Tipo de sintoma: Cancro
A infecção pode afetar a planta inteira causando descoloração dos vasos e murcha. Já quando a infecção é local, caracteriza-se por pequenas manchas (cancros) de coloração palha. Este tipo de mancha também podem ser observados nos pedúnculos e causa manchas do tipo olho de perdiz nos frutos.
Crédito da ficha original: Fitocon.
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Requeima
Agente informado na ficha original: Phytophthora infestansi
Tipo de sintoma: Mancha e Mofo
A requeima é caracterizada por manchas encharcadas, grandes e escuras nas folhas e nas brotações. Na face inferior da lesão nas folhas, geralmente observa-se um mofo esbranquiçado. Nos frutos, a podridão é dura, de coloração marrom-escura. O ataque severo provoca grande desfolha e podridão dos frutos.
Crédito da ficha original: Fitocon.
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Septoriose
Agente informado na ficha original: Septoria lycopersici
Tipo de sintoma: Mancha
O sintoma característico da doença é a presença de manchas pequenas, circulares, esbranquiçadas, com pontuações negras (picnídios) no centro da lesão nas folhas. O fungo infecta inicialmente as folhas mais velhas. Ataques severos causam também lesões nas hastes, pedúnculo e cálice; porém, os frutos permanecem sadios.
Crédito da ficha original: Fitocon.
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Mela de rizoctonia
Agente informado na ficha original: Rhizoctonia solani (Thanatephorus cucumeris)
Tipo de sintoma: Podridão e Tombamento
A doença manifesta-se durante a floração, formação e maturação dos frutos, quando é maior a cobertura foliar. As folhas e hastes infectadas apresentam podridão mole e aquosa (mela), principalmente nas partes que ficam em contato com o solo. Os frutos doentes apresentam podridão marrom, mole e aquosa, coberta por um mofo marrom-claro.
A seguir, veja como a doença pode ser manejada dentro da agricultura orgânica.
Crédito da ficha original: Fitocon.
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Mancha de estenfílio
Agente informado na ficha original: Stemphylium spp.
Tipo de sintoma: Mancha
Caracterizada pela presença de manchas pequenas, escuras e angulares nas folhas. Algumas manchas apresentam rachaduras no centro das lesões. Os sintomas começam a surgir nas folhas mais jovens, ao contrário do que ocorre com as manchas causadas por Alternaria e por Septoria. O ataque severo provoca intensa queima das folhas, devida ao coalescimento das lesões e necrose das hastes. Os frutos não apresentam sintomas.
Crédito da ficha original: Fitocon.
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Antracnose
Agente informado na ficha original: Colletotrichum spp.
Tipo de sintoma: Mancha e Podridão
Os sintomas da antracnose são lesões são circulares ou ovaladas, deprimidas, bronzeadas ou escuras, úmidas e concêntricas, quase sempre recobertas por uma esporulação de coloração rosa ou alaranjada. As lesões podem ocorrer isoladas ou em grupos que podem se unir quando existir o inóculo na área e a condição climática for favorável ao desenvolvimento do patógeno.
Afeta frutos jovens, maduros e em algumas situações os sintomas são visualizados somente na pós-colheita. Frutos infectados podem secar e se tornar mumificados. Os sintomas nas folhas, pecíolos e caules são caracterizados por lesões castanhas, irregulares, deprimidas e aspecto de rasgado (nas folhas). Necroses em botões florais, flores e a seca de frutos recém-fecundados também são sinais observados após a infecção por Colletotrichum spp.
Crédito da ficha original: Fitocon.
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Mancha bacteriana
Agente informado na ficha original: Xanthomonas spp.
Tipo de sintoma: Mancha
Nas folhas os sintomas são manchas necróticas que apresentam coloração marrom, normalmente circundadas por um halo amarelo (semelhante ao da pinta bacteriana causada por outra bactéria). Nos frutos, pontuações escuras, porém, as lesões são maiores, mais claras e mais profundas que as da pinta-bacteriana. Também provoca queda de flores quando o ataque ocorre por ocasião do florescimento.
Crédito da ficha original: Fitocon – Consultoria Fitossanitária.
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Pinta bacteriana
Agente informado na ficha original: Pseudomonas syringae pv. tomato
Tipo de sintoma: Mancha
Afeta toda a parte aérea da planta. Aparece primeiro nas folhas baixeiras, caracterizada por pequenas manchas necróticas de coloração marrons, e normalmente um halo amarelo ao redor da lesão. Nos frutos aparecem pontuações negras, superficiais, que podem ser arrancadas com a unha. Na floração a infecção pode provocar queda de flores.
Crédito da ficha original: Fitocon – Consultoria Fitossanitária.
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Murcha bacteriana
Agente informado na ficha original: Ralstonia solanacearum
Tipo de sintoma: Murcha
Ocorre a murcha da planta, de cima para baixo, a partir do início da floração, mas as folhas permanecem verdes. A parte inferior do caule se torna amarronzada e ocorre a migração de um pus bacteriano para fora quando se faz o "teste-do-copo".
Como fazer o teste do copo?
Corte um pedaçõ de caule da planta suspeita em um copo com água. Em caso positivo, observa-se a migração de um pus bacteriano da planta para água como n aseguinte imagem:
Foto: Carlos Alberto Lopes. Fonte: www.agencia.cnptia.embrapa.br
Crédito da ficha original: Fitocon – Consultoria Fitossanitária.
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Murcha de verticílio
Agente informado na ficha original: Verticillium dahliae
Tipo de sintoma: Murcha, Murchadeira
O sintoma inicial desta doença é a murcha suave e parcial da planta nas horas mais quentes do dia. As folhas mais velhas ficam amareladas e necrosadas nas bordas, em forma de "V" invertido. Os frutos ficam pequenos e mal formados. Na região do colo do caule, ocorre leve necrose vascular, não tão intensa quanto a causada por F. oxysporum f. sp. lycopersici.
Crédito da ficha original: Fitocon.
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Murcha de Fusarium
Agente informado na ficha original: Fusarium oxysporum f.sp. lycopersici
Tipo de sintoma: Murcha
Nas plantas doentes ocorre a murcha das folhas superiores, principalmente nas horas mais quentes do dia. As folhas mais velhas ficam amareladas e pode ser observada murcha ou amarelecimento em apenas um lado da planta ou da folha. Os frutos não se desenvolvem, amadurecem ainda pequenos e a produção é reduzida. Ao cortar o caule próximo às raízes, verifica-se necrose do sistema vascular.
Crédito da ficha original: Fitocon – Consultoria Fitossanitária.
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Podridão de Sclerotinia
Agente informado na ficha original: Sclerotinia sclerotiorum
Tipo de sintoma: Podridão
Os sintomas aparecem na fase reprodutiva do tomateiro. A doença é observada em reboleiras, identificada pela seca prematura da planta. O fungo causa "mela" das folhas e das hastes e, com o amadurecimento da planta, o caule apresenta uma podridão seca, cor de palha, contendo, em seu interior, estruturas do fungo em forma de grânulos pretos, semelhantes a fezes de rato. Os frutos permanecem fixados à planta doente e raramente apresentam sintomas de podridão.
Crédito da ficha original: Fitocon.
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Murcha de Sclerotium
Agente informado na ficha original: Sclerotium rolfsii
Tipo de sintoma: Murcha e Podridão
As plantas doentes podem apresentar podridão mole e aquosa. Há crescimento de mofo de coloração branca (semelhande a fios de algodão) na superfície dos tecidos afetados. Pode ocorrer também a formação de pequenos grânulos de cor marrom-clara (estruturas do fungo). Os sintomas são comuns nas folhas, hastes e frutos, que ficam em contato direto com o solo.
Crédito da ficha original: Fitocon – Consultoria Fitossanitária.
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Nematóide das galhas
Agente informado na ficha original: Meloidogyne spp.
Tipo de sintoma: Galhas
Apresentam sintomas típicos de galhas, massas de ovos de nematoide associados nas raízes. As plantas apresentam sintomas visíveis na parte aérea que é pouco desenvolvida e as plantas apresentam baixo vigor.
Crédito da ficha original: Fitocon.
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Vira-cabeça
Agente informado na ficha original: Tomato spotted wilt virus (TSWV)
Os sintomas nas folhas jovens são clorose e cor bronzeada, e em estádio mais avançado as folhas ficam distorcidas com áreas necróticas no limbo e pecíolo, que tendem a formar anéis concêntricos que também ocorrem na ráquis da inflorescência e no caule. O ponteiro pode necrosar e curvar para um dos lados (sintoma que empresta o nome à doença). Ataques severos em plantas jovens podem levá-las à morte. Nos frutos jovens (formados após a infecção) aparecem manchas anelares necróticas ou mosqueadas. Frutos maduros ficam vermelho-pálidos, com áreas amareladas contornadas por mosqueado irregular ou, ainda, manchas distintas com anéis concêntricos.
Ocorre a paralisação no desenvolvimento da planta e os sintomas tendem a ser mais severos em um dos lados da planta, resultando num desenvolvimento assimétrico.
Crédito da ficha original: Fitocon – Consultoria Fitossanitária.
Mosaico-do-tomateiro
Agente informado na ficha original: Tomato mosaic virus (ToMV)
Tipo de sintoma: Mosaico
No tomateiro, esses vírus causam frequentemente infecção latente (sem sintomas), mas estirpes severas podem induzir mosaico suave alternado com embolhamento foliar.
Crédito da ficha original: Fitocon – Consultoria Fitossanitária.



