A bacteriose da mandioca, causada pela bactéria Xanthomonas campestris pv. manihotis, é a principal doença da cultura no Brasil, principalmente na região Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país.
Os principais sintomas da bacteriose são:
- Manchas angulares, translúcidas e aquosas nas folhas;
- Murcha das folhas e do pecíolos;
- Liberação de uma espécie de goma nas hastes da planta;
- Necrose no interior do caule, ou seja, dos feixes vasculares;
- Morte da planta.
Veja a descrição e fotos dos sintomas mais típicos da doença
A manifestação e a severidade da doença está relacionada com o manejo empregado e, principalmente, com as condições climáticas do local de plantio. Variações muito bruscas de temperatura, por exemplo, criam ambientes ideais para o pleno desenvolvimento da bactéria.
Controle da doença
A utilização de variedades resistentes é a medida mais eficiente para o controle da bacteriose. Dentre os materiais vegetais mais utilizados, e com tolerância aceitável à doença, estão:
Taquari;
Mico;
Fibra;
Fitinha;
Aipim Gigante;
Olho Junto;
Branca de Santa Catarina;
IAC-12;
IAC-13;
IAC-14;
Mantiqueira;
Sonora;
IAC 24-2
IAC 352-6;
IAC 352-7;
IAC 12-829;
IAC 7-127;
EAB 81;
EAB 653.
Além do plantio de material resistente ou tolerante, é importante a utilização de práticas culturais adequadas para o cultivo da mandioca, como por exemplo:
- Escolha do material vegetal adequado para a sua região;
- Plantio de material vegetal sadio;
- Plantio em épocas adequadas para o bom desenvolvimento da espécie;
- Limpeza das ferramentas utilizadas durante o plantio;
- Retirada de folhas doentes.
Referências:
https://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Mandioca/mandioca_tabcosteiros/doencas.htm
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